Precisamos falar sobre Kevin – parte 1

Baseado na obra de Lionel Shriver, o filme We need to talk about Kevin (nome original) é muito bem trabalhado em detalhes e estimula a fazer vários questionamentos.

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Por que Kevin é desse jeito? Já nasceu dessa forma? Alguém teve culpa? Por que Kevin chegou a ponto de …? Ele se arrepende? Por que não se matou como em diversos casos em que isso acontece?
Essas foram algumas perguntas que passaram em minha cabeça após o término do filme e que perambulam minha mente até o momento.

Desde o início do filme a mãe de Kevin, Eva, se culpa pela crueldade do filho e tal nome ser usado me parece bem sugestivo, já que segundo o Cristianismo Eva é a pecadora culpada pela expulsão do Jardim do Éden.
Eva era uma escritora de livros sobre viagem e sonhava com uma vida cheia de aventuras e descobertas, então a gravidez tornou-se um pouco indesejada por ela, ao contrário do pai de Kevin.
Não acho que ela seja culpada, pois ficou claro que a falta de afeto com o garoto era fruto de uma depressão pós-parto e a todo momento tentava se redimir com o filho por reconhecer isso.
E o pai, onde ficava nessa história? O pai que tanto desejava ter um filho, era um pai ausente que achava o sofrimento da esposa uma frescura, julgava as atitudes de Kevin como “coisas de garoto” e o enchia de presentes para preencher o vazio. Assim, nenhum tipo de ajuda foi oferecida à mãe do rapaz e tudo desandou.
Claro, tem mais detalhes na história e muitas interpretações. Tentei ao máximo não contar o filme rs

“Isso é tudo, pessoal”

 

 

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